Jogo da memória para Crianças com DI
OBSERVAÇÃO: a quantidade de fichas fica à escolha, desde que a quantidade sempre termine em pares.
Número de participantes: 2 participantes.
Regras do jogo:
• Construa as fichas com papel cartaz. A metade delas terá que ter multiplicações e a outra metade, terá que ter os produtos (resultados) dessas multiplicações.
• O primeiro jogador determinado por sorteio vira uma ficha. Da ficha que ele virar irá aparecer o produto ou a multiplicação. Se aparecer a multiplicação ele deverá encontrar o produto correspondente ou vice versa, com apenas uma tentativa. Caso encontre o par correto, deve recolher as fichas e terá direito a mais uma jogada. Se não acertar o par deverá ceder a vez para o outro jogador e deverá deixar as fichas no lugar inicial.
• Esse jogo consiste em memorizar a localização das fichas, a fim de ir formando os pares.
• Vence quem obtiver o maior número de fichas.
Os jogos e brincadeiras constituem-se por si só situações de aprendizagem. O jogo da memória constitui, de regras e imaginação, onde estimula a criticidade e criatividade da criança especial, promovendo avanços em seus comportamentos, tanto no que diz respeito ao relacionamento com os demais como também quanto à questões que envolvem a desinibição, oralidade, psicomotricidade, entre outros. Assim concluiu-se que a prática dos jogos e brincadeiras na Educação Especial com também na Educação Infantil, traz significativas contribuições para a aprendizagem das crianças, pois proporciona a interação e propicia o desenvolvimento das capacidades afetivas, cognitivas e sociais. Acreditar-se que na infância o brincar é intrínseco à constituição do ser criança. Através do brincar os pequenos são capazes de criar e vencer seus próprios limites e construir suas próprias aprendizagens. Os jogos e brincadeiras auxiliam a criança no processo de pensar, imaginar, criar e se relacionar com os demais. “A brincadeira é atividade física ou mental que se faz de maneira espontânea e que proporciona prazer a quem a executa”. (QUEIROZ, 2003, pg.158).
Ao longo da história podemos constatar que são muitos os pensadores que têm valorizado o uso dos jogos como recursos/instrumentos pedagógicos, de modo a proporcionar o desenvolvimento das crianças com deficiência intelectual; contudo, não podemos esquecer de dois grandes psicólogos, Piaget e Vygotsky, que tanto defenderam o papel do brincar / jogar no desenvolvimento da criança dita “normal”, que também levou ao uso de jogos na educação e no desenvolvimento de crianças com deficiências.
Apesar de Piaget não ter focado o seu estudo no desenvolvimento e na
aprendizagem das crianças com NEE a sua teoria ajudou e continua a ajudar nas respostas curriculares destes alunos.
Por volta dos anos 80, surge Vygotsky que com os seus estudos contribuiu para a educação não só das crianças em geral, mas também de crianças especiais. Defendia que o meio social e cultural influenciava o desenvolvimento de todas as crianças, independentemente de terem limitações ou não. E o jogo da memória é um jogo que se inseri no desenvolvimento pedagógico das crianças especiais.
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